O Laboratório Horto-viveiro (LAHVI), do Instituto de Biologia da UFF, criado por meio de um projeto lançado em 7 de junho de 1995, comemorou 20 anos durante a Semana do Meio Ambiente. A programação contou com palestras, trilhas ecológicas para alunos da escola municipal Anísio Teixeira, debate aberto ao público e desenvolvimento de projetos integrados, como o “Interações”, voltado para a educação; “O Olhar do Artista sobre o Meio Ambiente”, que reúne pinturas e esculturas, e o de “Recuperação de Áreas Degradadas e de Preservação Permanente no Morro do Gragoatá”, que recebeu apoio de R$ 700 mil do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo a bióloga e coordenadora do LAHVI, professora Janie Garcia da Silva, o laboratório oferece infraestrutura de ensino, pesquisa e extensão em botânica aplicada para o departamento de Biologia Geral e a diversos cursos oferecidos pela universidade, como arquitetura, geografia, engenharia agrícola, veterinária, além de mestrado em Ciência Ambiental.

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O laboratório atua também em projetos de conscientização ambiental dirigidos a alunos de escolas públicas e privadas dos ensinos fundamental e médio, como também em eventos culturais diversos, sempre buscando ressaltar a importância da preservação da natureza. O trabalho conta a participação de alunos bolsistas dos cursos de pedagogia, engenharia agrícola, produção cultural, estudos de mídia e engenharia do petróleo, entre outros.
O LAHVI, que ocupa um terreno com cerca de mil metros quadrados no Campus do Gragoatá, na Avenida Litorânea, em Niterói, surgiu do projeto "Implantação de um Horto-viveiro na UFF", formando um jardim botânico, com o plantio de árvores nobres da Mata Atlântica: pitanga, cássia, sapucaia, ingá, pau-pombo, vinhático, angico, canela, jenipapo, pau-de-viola, cedro, pau-ferro, entre outras espécies.

“Oferecemos espaço acadêmico para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. A implantação durou dois anos e foi realizada em parceria com a Federação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e a Empresa Municipal de Urbanismo, Moradia e Saneamento (Emusa) da Prefeitura de Niterói, durante a gestão do reitor Pedro Antunes”, informou Janie.


O LAHVI produz mudas para reflorestamento e compostos orgânicos a partir de resíduos coletados pelas equipes de limpeza nos campi da UFF, em Niterói. Por meio de ações sustentáveis, o material é descartado em “leiras de compostagem”, onde o lixo orgânico urbano é colocado em fileiras ou valas de até um metro de largura por cinco metros de comprimento. A partir daí ocorre a decomposição da matéria orgânica por processo aeróbio, por meio do revolvimento periódico da massa de compostagem. Depois de sofrer a ação do tempo e de microorganismos, o material se transforma em adubo natural, onde não há uso de agrotóxicos.

Segundo a coordenadora Janie, o adubo e as mudas produzidas no LAHVI são utilizados na recuperação de áreas degradas como, por exemplo, o Morro do Gragoatá, que foi alvo de grande devastação nos anos 1970 e 1980.

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